No dia de São Martinho, 11 de Novembro, tínhamos de fazer uma referência à sua lenda e à "Castanea sativa", o castanheiro, árvore que produz as tão apetecíveis castanhas, consumidas por tradição neste dia, mas não só! São apreciadas de diversas formas, cozidas ou assadas, inteiras ou sob a forma de puré, doces ou salgadas.
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| [Fonte da Imagem (Castanhas assadas) : https://osolbrilhaqui.wordpress.com] |
A árvore, é de folha caduca e da mesma família que os carvalhos e faias, das Fagaceae, podendo atingir cerca de 30 m de altura e centenas de anos. Prefere os habitats frescos das regiões montanhosas e solos siliciosos.
| Castanheiros centenários de Vinhais (Portugal) (Copyright foto: LuisY em http://velhariasdoluis.blogspot.pt/) |
Produz frutos, as castanhas, que se desenvolvem em grupos de 2 a 3 (em média) no interior de um invólucro espinhoso a que se dá o nome de ouriço. São nutricionalmente ricos em vitaminas C e B6, fibras e minerais, além de serem uma boa fonte de energia.
Segundo a lenda, num certo dia muito frio e tempestuoso, S. Martinho, um soldado romano, regressava a casa a cavalo, quando passou por um homem pobre e com frio, sem agasalhos. O soldado parou, cortou com a sua espada a capa que trazia, ao meio, e deu metade ao mendigo. Subitamente, a tempestade acalmou e deu lugar a um dia de céu limpo e com sol, que aqueceu ambos os homens.
| São Martinho - Basílica de Montserrat (Catalunha) (Foto Copyright: Jbribeiro1, CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons) |
É uma lenda magnífica, e só por ela também apetece festejar o S. Martinho! Engraçado é que normalmente em Portugal, existe nesta época o chamado "Verão de S. Martinho"....nestes dias, o Outono costuma fazer um intervalo e presentear-nos com dias ensolarados 😉
Assim a 11 de Novembro, não se esqueça, faça um magusto e celebre com umas castanhas assadas, e já agora acompanhe como tradicionalmente se faz em Portugal, com uma boa água-pé (o chamado vinho novo, das novas colheitas) ou uma jeropiga.
"No dia de São Martinho, pão, castanhas e vinho!" assim reza o provérbio popular! 😉
Até à próxima!
Com origem nas religiões pagãs, é
hoje uma das presenças obrigatórias em todos os lares, sendo uma tradição comum a católicos, protestantes e ortodoxos. Geralmente é utilizada uma conífera,
por ter folhas perenes (as que permanecem na árvore durante o Inverno) e por
este facto, representar universalmente a longevidade e imortalidade,
simbolizando a vida, que persiste mesmo no Inverno.
A utilização ancestral
associava-se inicialmente aos festejos do solstício de Inverno, sendo
posteriormente incorporada e adaptada para as celebrações natalícias. Esta fusão
na tradição cristã, tem fundamentalmente duas hipóteses, ambas localizadas geograficamente na Alemanha entre os séc. XVI e XVIII:
- Algumas fontes indicam que São Bonifácio perante uma tradição pagã de adoração de uma árvore (existente em Turíngia no princípio do séc XVIII) a transpôs para a tradição Cristã, através da associação do formato triangular dos pinheiros à Santíssima Trindade e das folhas perenes à imortalidade de Jesus.
- Conta-se também, que Martinho Lutero (monge protestante-séc. XVI), certa noite antes do Natal e durante um passeio na floresta, olhou para o cenário produzido pelo céu nocturno adornado de estrelas e para os pinheiros cobertos de neve, tentando de regresso a casa, reproduzi-lo para os seus familiares, através de uma árvore ou ramos e velas acesas. Assim nasceu a primeira árvore de Natal interior.
Mas foi somente
no séc. XIX (1846) que, através da publicação de uma gravura da família Real
Inglesa na revista “Illustrated London News” junto de uma árvore de Natal no
Palácio Britânico, se começou a difundir em larga escala esta tradição.
Aos nossos amigos, familiares e membros do Clube do Jardim, desejamos um
Feliz Natal J
A Árvore de Maria
Existe uma curiosa lenda que associa o Alecrim à Sagrada Família, que passo a citar.
Existe uma curiosa lenda que associa o Alecrim à Sagrada Família, que passo a citar.
Conta-se que ao longo do caminho percorrido durante a fuga para o Egipto, as flores iam abrindo à medida que a Sagrada Família se deslocava, mas o alecrim, achando-se com menos encanto, entristeceu por não poder alegrar condignamente o espaço onde passava Jesus e a sua Família. Até que, num momento de pausa, à beira de um rio, Maria, aproveitou para lavar as roupas de Jesus, e ao olhar em redor, para encontrar um local para as secar, reparou que algumas plantas, apesar das flores vistosas, não conseguiam suportar o peso, mesmo leve, das roupas e outras eram altas demais para o efeito. Então Maria escolheu o Alecrim, altura ideal e galhos resistentes para suster a roupa a secar, e o Alecrim rejubilou felicíssimo com tal honra. Agradecida, Maria, abençoou-o dizendo que a partir daí, ele teria belas flores azuis, para recordar o manto azul que usava então, e que todos os seus galhos teriam um aroma maravilhoso, de modo a emanarem uma aura de alegria à sua volta! Uma lenda que nos inspira e nos relembra o respeito devido a todos os seres, porque todos têm algo único e bom a dar ao mundo.
E pronto eis o nascimento do alecrim (ver Ficha da Planta aqui) de flores azuis, a planta que desde tempos imemoriais, se associa à memória e à alegria, também por, segundo a lenda, ter sido abençoado por Maria! J Certamente uma planta de boas energias!
(Actualizado a 7/10/2019) Kiri de nome botânico "Paulownia tomentosa" nativa da China e Coreia está a ser muito divulgada ultimamente por ser uma das soluções para minimizar o efeito do aquecimento global, uma das consequências das alterações climáticas, uma vez que ela tem a capacidade de absorver 10 vezes mais dióxido de carbono que outras árvores. É assim pioneira na sua espécie 😉 e é também conhecida por Árvore da Imperatriz, uma vez que o seu nome botânico foi-lhe atribuído em honra de Anna Pavlovna da Rússia.
São plantas de folha caduca que podem alcançar 25 metros de altura! Têm uma floração lilás e aromática que surge no início da Primavera, ainda antes das folhas, sendo utilizada pela sua beleza como ornamental em parques e jardins, tendo recebido o prémio de Mérito no Jardim pela Royal Horticultural Society.
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| (Fonte da fotografia : 99 Graus) |
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| (Imagem: Pixabay) |
A NASA (National Aeronautics
Space Administration) realizou um estudo
(Fonte: "Interior Landscap Plants for Indoor Air Pollution Abatement") para
aferir a capacidade das plantas em remover alguns tipos de poluentes do ar que
respiramos em ambientes fechados, nossas casas, por exemplo.
Áreas pouco ventiladas,
alguns tipos de materiais de construção bem como o próprio mobiliário são
factores que desencadeiam a concentração destes poluentes e que podem provocar
dores de cabeça, congestão nasal, entre outros sintomas relacionados com
alergias, além de outros problemas.
A investigação concluiu que as plantas
seleccionadas tiveram a capacidade de remover do ar formaldeído, benzeno e TCE
(tricloroetileno), sendo também relevante o papel do solo nessa remoção, o mais
eficaz até, para químicos orgânicos voláteis, uma vez que contém
micro-organismos activados pelas raízes das plantas, capazes de biodegradar
alguns elementos químicos tóxicos. Assim, deve ser maximizado o contacto do ar
com a superfície do solo, libertando essa área da planta de folhas inferiores.
Os
referidos poluentes, comuns em alguns ambientes internos, encontram-se principalmente em:
- Benzeno: Detergentes, gasolina, óleos, tintas plásticas, borracha, etc.
- Formaldeído: Quase todos os espaços interiores, proveniente por exemplo de agregados de madeira, toalhas de papel, produtos de limpeza de casa, repelentes de fogo e água, gás natural e muitos outros.
- Tricloroetileno: Indústrias de limpeza a seco bem como em tintas, vernizes, lacas, etc.
As plantas utilizadas, tinham em comum, precisarem de pouca luz solar e foram as seguintes:
(acreditamos, sem
dados, que se tivessem sido levadas outras plantas para o estudo, teriam também,
com diferentes capacidades, essa propriedade, mas estas, está comprovado!)
🌱Aglaonema modestum (Aglaonema)
🌱Chamaedorea seifritzii
(Palmeira-bambu)
🌱Chrysanthemum morifolium
(Crisântemo)
🌱Dracaena deremensis "'Janet
Craig" (Dracaena)
🌱Dracaena deremensis
"'Warneckei' (Dracaena)
🌱Dracaena marginata (Dracaena)
🌱Dracaena massangeana (Dracaena)
🌱Ficus benjamina (Ficus)
🌱Gerbera jamesonii (Gerbera)
🌱Hedera hélix (Hera)
🌱Sansevieria laurentii (Espada de
S. Jorge)
🌱Spathiphyllum 'Mauna Loa' (Lírio
da paz)
Ter estas plantas em casa, é um 2 em 1, além de serem úteis, embelezam 😉
Esta árvore pode produzir 40 tipos diferentes de frutas! Entre elas, cerejas, amêndoas, pêssegos, ameixas, damascos e outras nectarinas.
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| (Copyright: https://www.samvanaken.com/trees) |
Sam Van Aken, artista e professor na Universidade de Syracuse (Nova Iorque), o seu criador, concebeu-a através da técnica de enxertia feita ao longo de alguns anos, produzindo ramos com frutos diferentes da árvore base original, considerando-a um projecto de arte 😊 e nós concordamos!
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| (Copyright: https://www.samvanaken.com/trees) |
Escusado será dizer que a floração se torna espectacular e exótica durante a Primavera, apresentando ramos com flores de cores diferentes. Mas mais impressionante é a sequência de frutos que a mesma árvore produz ao longo dos meses de Verão.
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| (Copyright: https://www.samvanaken.com/trees) |
Já foram plantadas cerca de uma dúzia em locais públicos, como museus, nos EUA.
Vídeo da National Geographic com Sam Van Aken e a sua árvore de 40 frutos!
Sim, para nosso deleite 😊
Todos os cactos florescem! Alguns podem é levar mais tempo a fazê-lo, mas nas condições certas, sim.
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| ("Parodia Magnifica". Copyright: Zruda; CC BY-NC-SA 2.0) |
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| ("Astrophytum hybrid". Foto Copyright: Skolnik Co; CC BY-NC-ND 2.0) |
- Um vaso pequeno (espere atá as raízes começarem a encher o espaço para mudar);
- Sol, sol e sol (a maioria necessita de muitas horas de sol directo por dia);
- Um substrato com terra apropriada para cactos, mais arenosa e com boa drenagem;
- Pouca rega, só se estiver seco, e no Outono e Inverno, quase nenhuma;
- Apreciam um repouso invernal, com algum frio e substrato seco;
- Fertilização com potássio (K) nos meses da Primavera e Verão.
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| ("Notocactus roseoluteus". Copyright: kakteenklaus; CC BY-NC-ND 2.0) |
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Quase...mas não só, porque também são lindíssimas 😊
Neste momento estou em frente ao computador e o aroma delicioso de uma das minhas plantas, deu-me o mote para o próximo artigo para o Clube, ou seja, este que agora lêem 😉
Refiro-me às melhores plantas com flor para ter em casa por causa do aroma que difundem, e a lista vai ser pequena!
Escolho duas de flor branca e uma suculenta! E posso ainda acrescentar as laranjeiras e limoeiros, sim porque os há em miniatura para poderem manter-se num vaso, estes últimos, acrescentam o útil das frutas que produzem ao aroma das suas flores e folhas.
Serão portanto 5 opções:
👉① Comecemos pela primeira sugestão, na categoria das flores brancas, e pela que me incentivou a iniciar este artigo. Os óleos voláteis de uma só planta foram capazes de atravessar a varanda onde está e fazerem-se notar pela intensidade do seu aroma, estou a falar do Jasmim de Madagáscar (Stephanotis floribunda) que adoro!!!
É uma trepadeira de flores tubulares brancas, agrupadas em pequenos buquês, e folhas ovais verde-escuras brilhantes, que deve ser cultivada sob muita luz (proteger nas horas mais quentes) e ser colocada num local morno. Deve ser regada regularmente, o solo manter-se bem drenado e fértil e o seu aroma é...uma delícia como é óbvio!
👉② A outra opção referida na lista de flores brancas é a Gardenia (Gardenia Jasminoides), um aroma doce e intenso a lembrar vagamente o de alguns jasmins. Muito utilizada na perfumaria, confesso que até é um dos componentes principais de um perfume que uso...e a planta é muito bonita. Arbustiva com folhas coreáceas num tom verde escuro brilhante que contrasta perfeitamente com as sua flores brancas aveludadas, que em forma, são um misto entre rosas e camélias.
Coloque-as num local com muita claridade mas sem a luz solar directa do meio-dia ou tarde, com temperaturas amenas. Dê-lhes um substrato ácido (terra não calcária) e regue-as moderadamente (se a água da torneira for calcária, use destilada ou da chuva). De vez em quando borrife as plantas nos dias mais quentes sem molhar as flores, gostam de bastante humidade. Pode após a floração.
Neste momento estou em frente ao computador e o aroma delicioso de uma das minhas plantas, deu-me o mote para o próximo artigo para o Clube, ou seja, este que agora lêem 😉
Refiro-me às melhores plantas com flor para ter em casa por causa do aroma que difundem, e a lista vai ser pequena!
Escolho duas de flor branca e uma suculenta! E posso ainda acrescentar as laranjeiras e limoeiros, sim porque os há em miniatura para poderem manter-se num vaso, estes últimos, acrescentam o útil das frutas que produzem ao aroma das suas flores e folhas.
Serão portanto 5 opções:
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👉① Comecemos pela primeira sugestão, na categoria das flores brancas, e pela que me incentivou a iniciar este artigo. Os óleos voláteis de uma só planta foram capazes de atravessar a varanda onde está e fazerem-se notar pela intensidade do seu aroma, estou a falar do Jasmim de Madagáscar (Stephanotis floribunda) que adoro!!!
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| (Foto Copyright: Joel; CC BY 2.0) |
👉② A outra opção referida na lista de flores brancas é a Gardenia (Gardenia Jasminoides), um aroma doce e intenso a lembrar vagamente o de alguns jasmins. Muito utilizada na perfumaria, confesso que até é um dos componentes principais de um perfume que uso...e a planta é muito bonita. Arbustiva com folhas coreáceas num tom verde escuro brilhante que contrasta perfeitamente com as sua flores brancas aveludadas, que em forma, são um misto entre rosas e camélias.
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| (Foto Copyright: Jorge Elías; CC BY 2.0) |
👉③ A suculenta mencionada no início deste texto, neste momento está igualmente em flor, e pela primeira vez que floriu surpreendeu-me pelo seu delicioso aroma nocturno, sim, só se faz sentir à noite, é a conhecida Espada de S. Jorge (Sansevieria), outra maravilha aromática, e esta dizem que afasta energias indesejáveis no espaço onde está...que fornece uma certa protecção...e ela é uma planta que realmente resiste a quase tudo, a pouca luz, a pouca rega, sendo assim ideal para os mais descuidados!
Deve ser localizada idealmente num local iluminado a uma temperatura amena/quente, ser pouco regada, uma vez que é uma suculenta e ser colocada num vaso pouco maior que a sua largura.
As suas flores têm uma coloração branco esverdeada e aparecem agrupadas numa espécie de panícula vertical. O aroma doce e intenso faz-se sentir, como já foi referido, à noite.
Pertence também, segundo um estudo da NASA, ao grupo das plantas com características específicas de purificação do ar, especialmente indicadas para remover formaldeído, xileno e tolueno. Além do mais, são também indicadas para estarem no quarto, uma vez que produzem oxigénio durante o período nocturno. Só têm um senão, são venenosas e não podem estar ao alcance de crianças e animais.
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| (Foto Copyright: Ali Reza Zamli; CC BY-ND 2.0) |
As suas flores têm uma coloração branco esverdeada e aparecem agrupadas numa espécie de panícula vertical. O aroma doce e intenso faz-se sentir, como já foi referido, à noite.
Pertence também, segundo um estudo da NASA, ao grupo das plantas com características específicas de purificação do ar, especialmente indicadas para remover formaldeído, xileno e tolueno. Além do mais, são também indicadas para estarem no quarto, uma vez que produzem oxigénio durante o período nocturno. Só têm um senão, são venenosas e não podem estar ao alcance de crianças e animais.
👉④ e ⑤ Falta só mencionar as cítricas, laranjeira e limoeiro. Existem diversas variedades, que não vou referir aqui neste artigo, não é o tema. Como estamos a falar de aromas, interessa saber que existem variedades miniatura, permitindo que se possam colocar dentro de casa ou numa varanda para que se usufrua do perfume das suas flores tão características e sobejamente conhecidas. São muito semelhantes para as diferentes espécies: pequenas, brancas e claro, muito fragrantes.
Gostam de muito sol directo, um bom substrato bem drenado e uma rega regular.
Gostam de muito sol directo, um bom substrato bem drenado e uma rega regular.
Todas as 5 aqui mencionadas, são utilizadas, como não poderia deixar de ser, em perfumes, aromatizantes, velas, etc.
O perfume, tem também a sua razão para existir no Reino das Plantas, actua como uma estratégia reprodutiva, atraindo os polinizadores certos para a flor certa, que ao transportarem o pólen no seu corpo para outras flores, asseguram a reprodução da planta.
Belas flores e fragrâncias irresistíveis formam a dupla perfeita para as terem em casa, especialmente ao pé dos locais onde costumam passar ou ficar, constituem a melhor opção para perfumar esses espaços de forma natural e agradável.
Canela, uma especiaria que evoca aromas intensos, é obtida a partir da casca interna de algumas espécies de árvores do género Cinnamomum, mas só uma espécie deste género é considerada a "verdadeira", a canela do Ceilão!
(Canela Verdadeira - Casca, pó e flores secas / Copyright foto: Simon A. Eugster - CC BY-SA 3.0, Ligação)
"Cinnamomum zeylanicum" ou "Cinnamomum verum", este é o nome botânico da canela verdadeira parecida com a que é normalmente apresentada como tal, a "Cinnamomum cassia " (nativa da China e Birmânia e muito mais barata), mas com alguma diferenças significativas:
- Muito mais aromática.
- Mais saborosa, mais doce, mais suave.
- Muito melhor para a saúde.
- Visualmente conhece-se imediatamente por ter uma casca muito mais fina e estaladiça, logo muito fácil de partir, constituída por várias camadas sobrepostas, ao contrário da canela falsa, como é facilmente verificado na imagem seguinte! (Verdadeira à direita - Ceilão)
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| (Copyright foto: Cinnamon Vogue; CC BY-SA 2.0) |
(Imagem copyright: Franz Eugen Köhler, List of Koehler Images, Domínio público, Ligação)
Além de serem extraídas de plantas diferentes, das diferenças aromáticas e visuais, distingue-as a quantidade de cumarina, que em excesso pode ser prejudicial (Link: Estudo sobre o risco associado à cumarina em excesso) potenciando problemas hepáticos.
De facto a canela verdadeira apresenta na sua composição níveis muito mais baixos de cumarina, cerca de 0,017g/Kg enquanto que a cassia chega a 0,31g/Kg, havendo mesmo outras espécies de canela, como a "Cinnamomum Burmanni" e a "Cinnamomum Loureiroi" que atingem 2,15g/Kg e 6,97g/kg respectivamente (fonte: Organic life style magazine).
Muito utilizada na alimentação, em algumas épocas do ano, festivas, o valor considerado máximo de ingestão de cumarina pode ser ultrapassado, por não se usar a canela "certa".
Por exemplo, para estimar a exposição à cumarina durante a época do Natal na Alemanha, foi realizada uma pesquisa por telefone com mais de 1000 pessoas seleccionadas aleatoriamente. O estudo concluiu que os consumidores de cassia podem atingir facilmente uma ingestão diária de cumarina igual ao seu limite máximo, a partir do qual é considerado tóxico, sendo este limite variável consoante a sensibilidade de cada indivíduo à substância (Fonte: Wiley Online Library).
Assim é melhor escolher bem a sua canela, e o paladar é indiscutivelmente melhor! 😊Já a provou?
(👉Disponível on-line em: Cinnamon Sweet Sticks Herb Organic Fair Trade Kosher Whole Cinnamomum verum | eBay)
Uma espantosa miragem no deserto, mas é real!
(Copyright foto: Ingo Mehling, CC BY-SA 3.0, Enlace)
A Lagoa de Huacachina, um oásis natural já classificado como uma área de conservação regional está localizada na província de Ica no Perú a cerca de 5 horas a sul de Lima.
Rodeada por palmeiras e outra vegetação luxuriante, seria talvez algo a não ser esperado encontrar no meio do deserto peruano.
O local tem uma pequena população residente, aproximadamente 100 pessoas mas por atrair muito turismo, está rodeado de infraestruturas de apoio a este sector, como estâncias, lojas etc.
Constitui assim uma atracção turística pela beleza e singularidade que apresenta. É natural que assim seja...e as imagens falam por si...😉
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| Espelho de água da lagoa |
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| Algumas actividades |
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| Uma miragem... ;) |
Um par de teixos antigos guardam a porta Norte da Igreja Paroquial de St Edward. Diz-se que serviu de inspiração à criação do portão da cidade de Moria no "Senhor dos Anéis" de J. R. R. Tolkien.
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| Copyright Martyn Gorman and licensed for reuse under this Creative Commons Licence. |
Abra a caixa...
Junte água...
e aguarde...
Quando crescer, acrescente um pouco de música e...terá uma planta com uma particularidade única: Dança!!!
Sim é verdade, dança à frente dos seus olhos, é uma das poucas plantas capazes de se mover. Experimente oferecer algo diferente a si ou alguém que queira surpreender 😉 Nós gostámos!
(encontrámos aqui: "planta que dança")
(encontrámos aqui: "planta que dança")
A Rosa de Jericó, de nome científico "Selaginella Lepidophylla" é uma planta surpreendente em vários aspectos. Chamada igualmente de planta da ressurreição, devido à sua reacção à água: começa a abrir desenvolvendo um magnífico tom verde, no que antes parecia uma planta já seca. Esta característica, que resulta da sua adaptação às condições climáticas dos locais desérticos de que é originária, forneceu-lhe uma "aura" mágica, que a converteu igualmente numa espécie de amuleto de boas energias.
Esta planta desenvolve-se normalmente se tiver humidade suficiente, mas quando o ambiente fica demasiado seco, perde as folhas e desprende as raízes da terra, enrolando-se numa forma de bola com os galhos secos que restam, adquirindo assim, a possibilidade de se deslocar, impulsionada pelo vento, por vezes longas distâncias, até encontrar um local, cujas melhores condições climáticas, a façam de novo "florescer" e agarrar as raízes à terra.
A sua tradição em usos esotéricos começou na utilização para a previsão do clima, uma vez que bastava começar a haver um aumento de humidade no ar, para a planta lentamente iniciar o seu processo de abertura, sendo um indicador, se colocada ao ar livre e em terrenos arenosos e secos, da proximidade de precipitação. Ainda hoje, pode ser utilizada com este intuito, mas dizem também que ter uma Rosa de Jericó em casa, atrai paz, amor, boa saúde e felicidade. Além de ser exótica e bonita, pode ter a sua utilidade!😉
Vila de Zalipie, um pequeno lugar que provavelmente nunca ouviu falar, localizado a cerca de 90 Km de Cracóvia (Polónia) e que apresenta uma histórica e singular beleza nas paredes das suas pequenas casas de madeira: pinturas com flores.
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| Copyright: Ministry of Foreign Affairs of the Republic of Poland; CC BY-ND 2.0 |
A tradição iniciou-se com uma tentativa de encobrir as manchas de fuligem que os fogões deixavam nas paredes...quando elas não saíam, pintavam-se flores coloridas sobre as mesmas nos momentos de festivais religiosos.
Actualmente, esta pintura é já uma tradição que ultrapassa os motivos iniciais e se afirma como uma forma de criatividade e arte, presente nas paredes, muros e outras superfícies desta localidade, integrando uma competição anual por altura das festividades do Corpo de Cristo.
Deixo-vos mais algumas imagens...
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| Copyright: magro_kr; CC BY-NC-ND 2.0 |
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| Copyright: magro_kr; CC BY-NC-ND 2.0 |
































